quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Comentário

«O problema não é
meter o mundo no poema; alimentá-lo
de luz, planetas vegetação. Nem
tão- pouco
enriquecê-lo, ornamentá-lo
com palavras delicadas, abertas
ao amor e à morte, ao sol, ao vício,
aos corpos nus dos amantes -

problema é torná-lo habitável, indispensável
a quem seja mais pobre, a quem esteja
mais só
do que as palavras
acompanhadas
no poema.»

               Da mesma forma que sucedeu com o poema que escolhi para apresentar aos meus colegas, quando li este, soube instantaneamente que era o tal que queria comentar. Não precisei de procurar outras obras, uma vez que o impacto deste poema na minha pessoa foi imediato. Ao ler este texto, tornou-se claro para mim o tema que tratava, no entanto, não óbvio o suficiente de modo a que não me desse a oportunidade de refletir e interpretar o poema. Gostei realmente da escrita de Casimiro de Brito e a cada palavra que lia o poema fazia cada vez mais sentido, dentro da forma como o interpretei, que, devo confessar, restringiu-se ao sentido literal das palavras e à dificuldade que se enfrenta ao escrever poesia que signifique algo para alguém, que transmita emoções.

Não obstante, acredito que O poema pode despertar em cada alma diferentes interpretação e sentido, basta que cada um tente agora descobrir o que este poema lhes diz.




Sem comentários:

Enviar um comentário