«O problema não é
meter o mundo no poema;
alimentá-lo
de luz, planetas vegetação. Nem
tão- pouco
enriquecê-lo, ornamentá-lo
com palavras delicadas, abertas
ao amor e à morte, ao sol, ao
vício,
aos corpos nus dos amantes -
problema é torná-lo habitável,
indispensável
a quem seja mais pobre, a quem
esteja
mais só
do que as palavras
acompanhadas
no poema.»
Da
mesma forma que sucedeu com o poema que escolhi para apresentar aos meus colegas,
quando li este, soube instantaneamente que era o tal que queria comentar. Não
precisei de procurar outras obras, uma vez que o impacto deste poema na minha
pessoa foi imediato. Ao ler este texto, tornou-se claro para mim o tema que
tratava, no entanto, não óbvio o suficiente de modo a que não me desse a
oportunidade de refletir e interpretar o poema. Gostei realmente da escrita de
Casimiro de Brito e a cada palavra que lia o poema fazia cada vez mais sentido,
dentro da forma como o interpretei, que, devo confessar, restringiu-se ao
sentido literal das palavras e à dificuldade que se enfrenta ao escrever poesia
que signifique algo para alguém, que transmita emoções.
Não obstante, acredito
que O poema pode despertar em cada
alma diferentes interpretação e sentido, basta que cada um tente agora
descobrir o que este poema lhes diz.