sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Um Auto de Gil Vicente

Depois da apresentação do Auto…


Gil Vicente- (indignado) Há tanto que preparava este auto para celebrar o casamento da nossa tão querida Infanta, um momento feliz para todo o reino! Tão arduamente trabalhei para honrar a nossa princesa e para que a sua partida fosse lembrada com alegria! Tudo o que desejei foi que os atores cumprissem o seu papel adequadamente. Como pode Bernardim ter uma atitude destas? Eu que, como seu amigo, lhe confiei um papel nesta peça, fui quem saiu prejudicado desta situação… Mas que lhe terá dado? Endoideceu! Só pode! E eu, Gil Vicente, fiquei com o nome manchado… Tanto elogiou o meu trabalho D. Manuel aos italianos, que terão pensado eles? Que terá ficado a achar de mim o rei que sempre me apoiou? Como hei de me desculpar pelo sucedido? Será que a minha carreira de dramaturgo chegou ao fim? Ai… Mas que terá passado na mente de Bernardim para fazer uma coisa destas? Não entendo! Porém, nada me resta fazer além de começar a preparar outro Auto para compensar D. Manuel e a restante corte pelo desastroso final que lhes foi apresentado… Ai…! (sai de cena)

Apresentação na escola preparatória du Bocage


                No passado dia 12 de novembro, dirigimo-nos, no âmbito das disciplinas de português e literatura portuguesa, à escola básica 2/3 du Bocage com a finalidade de proporcionar a duas turmas uma apresentação sobre Bocage em homenagem aos 250 anos do seu nascimento e sobre a disciplina de literatura portuguesa. A nossa turma, 11ºI, foi dividida em dois grupos e as apresentações foram realizadas separadamente.
               A primeira apresentação ficou aquém das nossas expectativas. O grupo estava tenso, uma vez que nunca havíamos feito tal coisa e dado que não nos foi possível arranjar horário para fazer um ensaio em que estivesse presente o grupo completo de modo a ajustarmos o que cada uma deveria dizer.
               Além disso, o público não se mostrou interessado nem receptivo e sentimos que estavam um pouco distantes, chegando mesmo a ter uma atitude de desrespeito para connosco.
               Todavia, a apresentação do segundo grupo decorreu, em relação à nossa, de forma mais descontraída. A nossos olhos, o grupo sentiu-se mais à vontade, talvez pelo facto de a audiência transmitir outro tipo de confiança, o que também permitiu uma maior proximidade e interacção entre ambos.

               Como já foi referido, foi algo novo para nós e, apesar de pertencermos ao primeiro grupo e considerarmos que a apresentação poderia ter sido melhor, sentimos que foi uma experiência enriquecedora que será uma mais valia para o nosso futuro. 




Teresa Raposo e Adriana Fernandes