segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Apreciação crítica de "Loucura", de Mário Sá-Carneiro

            Neste texto de apreciação crítica irei expor a minha opinião sobre Loucura, de Mário Sá-Carneiro, conto lido em sala de aula.
            Este é, de facto, um conto bastante interessante e captou toda a minha atenção. Um dos aspectos que mais me interessou foi a loucura de Raúl. A maneira como a personagem olhava a vida e todos os que a rodeavam, era, sem dúvida, muito pouco comum. Nunca tinha ouvido uma história, nem conhecido uma personagem com uma perspectiva tão negativa sobre a vida, vendo sempre a morte e o suicídio de forma tão natural.
            No início do conto, Raúl é apresentado como alguém completamente louco, sem paixão pela vida, pela arte, nem mesmo pelas mulheres. Até ao momento em que chega à idade adulta e, para o espanto do seu melhor amigo, o narrador, este “conhece” um novo Raúl, menos misterioso e obscuro, mas um recente apaixonado pela escultura e, a pouco e pouco, pela poesia e pelo teatro, e mais alegre, vindo mesmo a casar-se.
            Algo de que gostei mesmo muito foi desta mudança de Raúl, pois ninguém muda radicalmente desta maneira. Vim a confirmá-lo quando, por exemplo, Raúl sugeriu a Marcela que se suicidassem juntos, para morrerem felizes nos braços um do outro. Esta forma de Raúl pensar as coisas mais absurdas com tanta naturalidade impressionou-me.
            Outro aspeto que me fez gostar muito da obra foi a amizade entre o narrador e Raúl. Mesmo Raúl sendo uma pessoa misteriosa e obscura, o narrador considerava-o o seu melhor amigo e isso nunca mudou, mesmo com a mente de Raúl.

            Assim, penso ter exprimido o meu tão grande interesse pela obra, de que aconselho a leitura. 

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