Neste texto de apreciação crítica irei expor a
minha opinião sobre Loucura, de Mário Sá-Carneiro, conto lido em sala de aula.
Este
é, de facto, um conto bastante interessante e captou toda a minha atenção. Um
dos aspectos que mais me interessou foi a loucura de Raúl. A maneira como a
personagem olhava a vida e todos os que a rodeavam, era, sem dúvida, muito
pouco comum. Nunca tinha ouvido uma história, nem conhecido uma personagem com
uma perspectiva tão negativa sobre a vida, vendo sempre a morte e o suicídio de
forma tão natural.
No
início do conto, Raúl é apresentado como alguém completamente louco, sem paixão
pela vida, pela arte, nem mesmo pelas mulheres. Até ao momento em que chega à
idade adulta e, para o espanto do seu melhor amigo, o narrador, este “conhece”
um novo Raúl, menos misterioso e obscuro, mas um recente apaixonado pela
escultura e, a pouco e pouco, pela poesia e pelo teatro, e mais alegre, vindo
mesmo a casar-se.
Algo
de que gostei mesmo muito foi desta mudança de Raúl, pois ninguém muda
radicalmente desta maneira. Vim a confirmá-lo quando, por exemplo, Raúl sugeriu
a Marcela que se suicidassem juntos, para morrerem felizes nos braços um do
outro. Esta forma de Raúl pensar as coisas mais absurdas com tanta naturalidade
impressionou-me.
Outro
aspeto que me fez gostar muito da obra foi a amizade entre o narrador e Raúl.
Mesmo Raúl sendo uma pessoa misteriosa e obscura, o narrador considerava-o o
seu melhor amigo e isso nunca mudou, mesmo com a mente de Raúl.
Assim,
penso ter exprimido o meu tão grande interesse pela obra, de que aconselho a
leitura.
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